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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

To the Ravenlord

‎"O corvo abriu as asas e voou, enquanto seu irmão adotivo, o lobo, observava.

 Um uivo sonoro e confuso ecoou do focinho do lobo. Ele sabia que, para onde seu irmão ia, era melhor do que onde ele estava. Mas também sabia que os dias não seriam mais os mesmos sem as penas esvoaçantes e os grasnados de escárnio de seu irmão.

 Aquele uivo carregava não um adeus, e nem um até logo. Aquele uivo carregava um 'estaremos diferentes quando nos encontrarmos de novo, mas reconheceremos um ao outro como se o tempo tivesse parado'.

Voe, corvo, voe muito alto.

E que as tuas asas te levem aonde as patas de muitos nunca os levariam."

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Echoes of Tragedy (Shadowlord Interlude)

(Algum tempo atrás, pouco antes do fim de Leaves' Symphony)

Deixei minha arma pender de minhas mãos tão logo o corpo no qual ela estava cravada sumiu.

Meus olhos fecharam-se, minha mente retorceu-se. A Legião estava entrando em colapso. E, junto com ela, eu também. Caí de joelhos no chão, lágrimas de sangue quase deixando meus olhos. Meus punhos cerraram-se e socaram o chão. A terra ao meu redor tremeu e um enorme círculo de areia ergueu-se ao meu redor e então caiu sobre mim. Mas a situação tinha saído do controle, essa tinha sido minha última e mais esforçada tentativa. Outro soco. Outro círculo. E nada de novo sob o mesmo escaldante e amaldiçoado sol.

Ergui-me, pois sou Orgulho e não posso ficar caído. Bradei infinitas vezes contra os céus, contra o destino... contra tudo e todos. Eu queria que Revés estivesse aqui para me ouvir, ou Conhecimento, ou Fúria... mas eles não estavam. Eles tinham me deixado, e eu agora estava sozinho. A decadência abateu-se sobre mim e, naquela conspiração, eu tinha sido traído por minhas próprias emoções. Se eu um dia soubesse quem Dor planejava usar para me destruir, teria degolado aquele bastardo filho da puta muito antes de ele sequer usar sua língua ofídia para me deter. Mas ele me derrotou: o bastardo me derrotou.

O cadáver, já sumido, de Perseverança não era minha preocupação. Não, Perseverança era a marionete na longa corda. Eu não vi isso, não estava pronto para isso. Ela veio em minha direção, com um olhar vidrado e uma arma em punho. Uma obstinação sombria para me matar. E então eu entendi: Dor. Dor torturou de formas tão crueis Perseverança que esta, ao ver-se livre, resolveu caçar aquele que seu captor disse que era o culpado.

Eu. Mas eu a matei.

E eu sabia quem mais Dor iria conquistar para seu lado tão logo eu matasse Perseverança. Matar um Eterno como Perseverança era considerado hediondo. Mas eu o fiz, porque era minha única opção. E era por essa outra companhia que minha mente estava parada. Palavras sem sentido saíram de minha boca no momento em que prometi que não enterraria minha Lâmina em outro Eterno até que a culpa deixasse minha mente descansar.

-Esse não foi o fim que eu planejei. Mas as circunstâncias fizeram as coisas diferentes. Despeço-me... Amor.-e virei as costas.

E, em minha cabeça sombria, os olhos do verdadeiro Senhor das Sombras piscaram pela primeira vez desde que eu o fiz parte de mim.

Dentro de mim, o mal tinha despertado.

sábado, 12 de junho de 2010

Darkness, come tonight! I have no fear of what you hold!

A certeza de se estar fazendo a coisa certa nem sempre é o suficiente.

Entre névoas e brumas, nada pode ser visto com certeza. É por isso que eu temo, que eu penso, que eu me esforço. Cada passo, pode ser em falso. Cada passo em falso, pode ser o último. Não há lugar para fracos ou sensíveis. Os cipós chicoteiam as tuas costas e o vento corta teu rosto. Mesmo assim, eu sigo, solitário. É o meu caminho.

É a minha maldição.

E eu estou pegando ela de volta.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

And it comes to an end, in the winter life falls...

Quão justo é o nosso destino e a nossa sina?

É justo o suficiente para que possamos lutar e cortar ao meio os inúmeros fios de destinos alternativos que constituem as nossas escolhas, mas é injusto o suficiente para que as nossas escolhas não sejam a única coisa que influencia no nosso futuro. Lutamos batalhas inteiras por objetivos mínimos e conquistamos recompensas inimagináveis sem sequer mexermos um dedo. As coisas podem ser tão crueis ou tão boas como quiserem, mas a realidade é muito mais dura e difícil.

Elas são apenas boas o suficiente para nos darem esperança e crueis o suficiente para nunca nos deixarem em paz.

“A lullaby of personalities
Introduce another side of me

A demonic twist of fate

Trying to dominate my hate

Whip my soul and caress my flesh

‘till the whines melody still last

A burning wish, a lechery

There’s a demon in me”

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O pior de tudo

Pior do que o medo, pior do que a angústia, pior que tudo...

É saber que a minha postagem anterior acertou NO MEIO DA MOSCA.

Because life is a pendulous fall...

domingo, 27 de setembro de 2009

The labirynth is on fire
Wings of Wax are melting
Fallen angels regreting living this pain...

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Lentamente, derretem-se as asas de cera...

sábado, 19 de setembro de 2009

Sub sole nihil novi est...

Exceto o funeral oficial do Brave New World. Interessados, leiam a última... digo, as cinco últimas postagens que foram necessárias para que conseguíssemos realizar essa triste despedida:

www.bnewworld.blogspot.com

Desculpem pela falta de postagens aqui, mas... a minha vida ainda está ótima :)

Além disso, ainda estou meio que formulando as "séries" de postagens... arrumar, mobiliar, reformar e tornar uma casa nova um lugar habitável é um processo demorado, desgastante e cansativo...

Prometo recompensá-los no futuro!

Saudações a todos,

See ya in hell!!!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estreando a casa nova...

Acho que devo uma pequena explicação sobre a mudança de hábitat e nicho. Especialmente, uma extensa e enorme carta de despedida que vou deixar cravada no batente da porta de meu antigo lar, o Brave New World...

A minha saída do Brave foi motivada simplesmente por divergência de idéias. A atmosfera que se criou no Brave New World, e que levava junto minha assinatura, não condizia com a minha linha de pensamento e nem com a minha intenção quanto ao blog. Sendo assim, fiz o que achei correto: construí uma casa nova.

Sim, essa é a minha casa nova. Um lugar com o meu nome e onde eu posso continuar vendo o mundo da mesma forma sombria e terrível que eu via no Brave, mas, dessa vez, sozinho (por enquanto).

Em resumo: eu ainda tenho uma grande afeição pelo Brave e sei o quanto aquele Inferno ensaguentado foi importante para mim, mas algumas vezes, precisamos nos mudar dos lugares que gostamos porque eles não são estáticos. As coisas mudam com tanta frequência quanto o fazem as pessoas.

Vou tentar postar com uma certa assiduidade, tentando variar os temas e assuntos dentro do que EU gosto: afinal, essa é a MINHA casa. Aqueles que gostam dela são muito bem-vindos.

E os que não gostam, é só evitar aparecer de novo.

No mais, era isso.

Até a próxima postagem.