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domingo, 11 de dezembro de 2011

Where has all the magic gone... lost behind or lost along?

As vezes eu me pergunto: "Que porra eu tô fazendo com a minha vida?".

Eu provavelmente não tenho tantos problemas quanto eu acho que tenho e certamente tenho mais do que gostaria de ter. Acontece que, por algum motivo, são tempos difíceis pra mim e eu não sei bem o motivo. A minha mente me prega peças como ela sempre fez e, no entanto, depois de anos de experiência, eu continuo caindo nelas como se fosse a primeira vez que isso acontece.

Quase tudo parece sem sal, sem motivo para ser feito. Ênfase no quase. É horrível, parece algumas vezes que eu simplesmente perdi a vontade de fazer as coisas. Quase tudo parece tedioso, tempo jogado fora que seria melhor utilizado em alguma outra coisa que eu também não sei o que é, porque praticamente nada vale a pena. Eu tô com um desempenho patético na faculdade, minhas relações familiares estão um caco... O que diabos eu tô fazendo da minha vida?

"Nada hoje em dia é como costumava ser do jeito que era divertido há um tempo atrás..."

É mais ou menos isso, na realidade. Eu desesperadamente procuro consolo nas poucas coisas que eu sei que eu ainda gosto e, mesmo assim, eu simplesmente não consigo fazê-las em alguns momentos. Eu tenho momentos bons que, quando acabam, me deixam com uma sensação de vazio... Eu sinto como se meus momentos bons fossem "as minhas poucas horas de sono" antes de eu acordar pra realidade e ver que tá praticamente tudo fodido até a inutilidade.

E o primeiro que me disser "a vida é feita de momentos" vai ser apedrejado até a morte com britas e grãos de areia.

"Stare at yourself, the power can be found..."

Pois é. Esse é o problemo. Eu "staro at" mim mesmo e não vejo poder nenhum. Eu vejo um vazio crescente que segura as coisas às quais eu me apeguei e joga elas longe. Eu estou completamente perdido em mim mesmo e, pela primeira vez em muito tempo, eu não tenho a menor ideia do caminho de volta.

Talvez, na realidade, isso seja consequência de como eu vivi a minha vida. Foi tudo muito calculado, planejado; eventualmente, no entanto, isso fode a porra toda. Improvisar é fora de questão; improviso que dá certo é um milagre e isso acontecer duas vezes é tão real quanto o dragão de estimação do Coelhisne Patagones. Outro dia eu explico a porra do coelhisne, mas o que importa é que planejamento demais dificulta a situação quando as coisas tendem a independer de planos e a foder tudo.

Eu não sei de porra nenhuma, na real.
Até escrever tá enchendo o meu saco.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

When the world's on your shoulders...

Se eu tivesse uma oportunidade única de dar um conselho para alguém com certeza absoluta de que essa pessoa ouviria, eu não diria coisas como "viva a vida ao máximo", porque isso pra mim não faz sentido. Eu também certamente não diria "acredite no amor", porque sentimentos não foram feitos para que confiemos cegamente neles. Diabos, eles sequer foram "feitos".

Meu conselho seria "lute contra quem você é, a todo o tempo, sem descanso".

E alguém viria e me diria "Rá!!! Tu fez inúmeras postagens dizendo para ser quem você é e agora diz isso?"

Sim.

O que acontece é que as mudanças que nos são necessárias não ocorrem quando "seguimos o fluxo" e aceitamos quem somos. Não, elas são o resultado de batalhas internas constantes e que duram todas as nossas vidas. E são elas que fazem nós quem somos, o tal "fluxo" que seguimos. Nós somos o resultado parcial de algo que nunca terá um resultado final: nunca paramos de mudar, por mais (des)agradável que isso seja... e, se você parou de mudar, você provavelmente não está lendo isso aqui.

Porque você morreu.

Então, lutar contra si mesmo é a forma que temos de evoluir. Funciona... muito bem. Por isso que esse seria meu conselho: confie na sua mente, desconfie de seus sentimentos. Porque eles mudam... rápido. Eles são trapaceiros... eles mudam e depois mudam de volta. Meu conselho, se pudesse ser mais elaborado, envolveria também esperar antes de tomar decisões. É uma regra: a qualidade de uma decisão é proporcional ao tempo que se demora para tomá-la. Essa proporção não é direta, no entanto... ela lembra uma curva normal.

Muito rápido: decisão idiota.
Tempo certo: a decisão que você tomou é, provavelmente, a que melhor condiz com seus desígnios no momento (o que, não necessariamente, evita que ela seja idiota... apenas diminui a chance de que ela seja, mas "Mali Principiis, Malus finis"... o que começa mal, termina mal...)
Demorou demais: você provavelmente não decidiu nada e agora não tem mais o que fazer.

Espero que eu tenha falado de forma compreensiva.
Agora tentem pensar sobre o assunto.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

He know changes aren't permanent... but changes!

Em vários momentos na nossa vida, nós questionamos algumas das coisas que acabamos criando. Situações, vínculos, valores... não interessa. Em um determinado momento, tu vais acabar questionando um ou mais... talvez até todos.

De certa forma, esse questionamento nos ajuda a aprimorar (ou avacalhar com) quem somos. Basicamente, pensar sobre quem somos e o que fazemos é alguma que costuma resultar em mudança. Eu era uma pessoa meio anti-mudanças, mas eventualmente isso mudou... o que é engraçado.

O grande problema que eu sempre vi, e ainda vejo, em mudar, é que você sempre sabe de onde está saindo, mas não pra onde está indo. Considerando que estamos tratando de PERSONALIDADE, é sempre ruim não saber como vai ser a próxima. Você espera que seja melhor, mas isso não é uma certeza.

Sim, a mudança é uma vadia de coração frio e com uma faca cravada nele.

Enfim, foda-se, não é pra isso que eu tô escrevendo.

O que mais me irrita nas mudanças é que elas, algumas vezes, tornam coisas das quais gostávamos um tanto quanto... complicadas. Quero dizer, quando eu entrei na fase intermediária da minha adolescência, eu parei de jogar Magic. Foi uma merda, eu adorava jogar... mas simplesmente não tinha mais aquela vontade forte que guiava minha vida. Sério, o joguinho era minha estrela-guia naqueles tempos de escuridão. Ainda bem que nenhum jogo guia minha vida agora...

... oops.

O ponto é: mudar faz a gente deixar de gostar das coisas que a gente gostava, algumas vezes, e isso é uma merda. Era esse o motivo pelo qual eu não gostava de mudar e é esse o motivo pelo qual eu ainda sou um pouco relutante em fazê-lo. Se minha personalidade é um barco, no mínimo eu quero saber onde vou parar... de preferência, antes de zarpar.

Mas não, ninguém se conhece bem o suficiente para saber os resultados de uma mudança.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

For I have mourned for so damn long... that I forgotten what it was for...

Exaustão.

Essa palavra normalmente é usada quando alguém está além do cansaço, normalmente em virtude de exercícios físicos intensos. Mas a mente também fica exausta, e eu ouso dizer que a sensação é bem pior.

Um corpo exausto sabe do que precisa: um banho para refrescar as ideias, comida para repor a energia gasta e um bom sono pra descansar a musculatura. Receita perfeita para um dia de esforço intenso. Mas e a mente? Do que precisa uma mente exausta.

Principalmente, em minha opinião, de paz. Descanso, a sensação de nada para pensar. Alguém pode me dizer "como tu tá exausto se tu não faz nada?".

Primeiro de tudo, é o oposto. Eu não faço nada porque estou exausto: estou exausto com a minha faculdade que não me satisfaz mais, estou exausto com tudo que me aconteceu esse ano... Eu simplesmente NÃO CONSIGO fazer mais nada. E, por isso, não faço.

Eu só quero que a tempestade vá embora. Que a sombra que fica em cima de mim vá embora... "embora eu, de uma forma perturbada, aprecie a minha desgraça... e, de uma estranha forma, eu cresci junto com a minha agonia". (Home in Despair - Sentenced)

Esses dias eu escrevi a seguinte frase: "Não importa o que te aconteça, bom ou ruim... sempre dá pra tirar uma lição dessa caralha." Essa frase é super batida, mas eu acho que tava faltando eu prestar atenção nela. É isso que me deixa tão exausto: eu passo por situações nas quais eu não aprendo nada, seja porque não quero ou porque não consigo prestar atenção. Então eu simplesmente sou soterrado pelo acontece, até que não sobre espaço pra eu respirar. E então eu forço meu caminho pelos destroços até chegar a superfície...

... e isso me deixa exausto.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

All the losses, sacrifices, all the things we have missed...

Perda.

Eu talvez nunca tenha aprendido a lidar com perdas. Não somente perdas: derrotas. Eu não sou alguém que pode ser considerado um vencedor na vida, embora tenha lutado muito em alguns momentos. Nunca passei por dificuldades, pelo menos não quando podia fazer algo para mudá-las. Minha vida foi estável, pelo menos financeiramente.

Mas ainda, assim, perdas acontecem.

E perdas foram uma coisa que eu tive que me acostumar nos últimos anos. Perder oportunidades, amigos, companheiros... e, ultimamente, pessoas. É mais difícil do que parece quando você olha de fora do espectro.

A perda em si é horrível, algumas vezes traumatizante. Mas ela é definitiva, incontestável, irrevogável. Não existe caminho de volta: e isso talvez seja, de certa forma, um pouco tranquilizante. Porque quando a perda acontece, começa o luto... mas encerra-se a angústia.

A angústia é a pior parte de qualquer perda. Não é o momento derradeiro no qual tudo é arrancado de suas mãos: são os momentos anteriores, nos quais você é lentamente envenenado por uma realidade cruel que contrasta com os fiapos de esperança que ainda restam. E como todo veneno lento, o dano é a longo prazo: você sente-se como se estivesse definhando, uma dor lenta e crescente que engole você como uma jiboia. É doloroso, gradual...

Cruel.

A vida, na realidade, é a mais cruel de todas as piadas. Ela é o que é, com inúmeras explicações que estão sempre todas erradas, porque nós nunca vamos conseguir entender essa bagaça. E nela somos expostos a tudo quanto é tipo de desgraça que pode acontecer com alguém: até que, no fim, descobre-se que ela é uma piada de mal gosto. Não tem um motivo, uma razão ou uma justificativa. Ela foi contada, terminou, e você ainda não a entendeu. E a piada individual que é a vida de cada um vai sendo encerrada de forma brusca e dificilmente justificável, uma a uma... até que a sua própria piada se encerra.

E nem você e nem ninguém conseguiu entendê-la.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

It's all in the cards...

Eu não sei se todos aqueles que leem isso aqui sabem como funciona o poker, mas é mais ou menos assim:

Cada jogador paga uma taxa de entrada, antes mesmo de receber suas cartas (sendo que a aposta de um dos jogadores, o "small", paga somente metade e depois decide se paga o resto). A seguir, cada um recebe duas cartas e o primeiro da rodada tem direito a fazer uma aposta. Os outros jogadores podem cobrir o valor da aposta, aumentar ou simplesmente sair do jogo e deixar a taxa de entrada (chamada de "blind").

O momento a seguir, no qual são viradas três cartas na mesa, chama-se flop. As cartas da mesa serão usadas para formar as combinações que são a base do jogo. Após o flop, segue-se uma nova rodada de apostas.

A virada da quarta carta da mesa tem o nome de turn. Após o turn, segue-se uma nova rodada de apostas.

O momento derradeiro é o river, a virada da quinta e última carta. Segue-se uma rodada de apostas e então as mãos são reveladas e vê-se quem é o vencedor, que ganha todas as fichas apostadas. Para fazer suas combinações, o jogador usa as 5 cartas na combinação mais alta possível, mesmo que não use nenhuma da sua mão.

Entenderam? É basicamente isso, com muitas coisas omitidas por não serem relevantes.

Relevantes para que, exatamente? É o que eu estaria pensando se um boçal viesse e me dissesse, do nada, como funciona o poker.

Acontece que eu percebi que as nossas vidas são EXATAMENTE como uma partida de poker. Em um primeiro momento, antes de nos envolvermos com qualquer coisa, fazemos uma pequena "aposta": sutil, mas válida. É o preço de entrada para fazer parte de qualquer coisa. Aqueles que querem realmente entrar, continuam "investindo" na situação.

E então, você vê as cartas da sua mão e estima suas possibilidades. Pode ser um investimento de alto risco, ou não. Você decide se continua ou se vai embora baseado no que você conseguiu estimar e nas reações dos outros.

O jogo realmente começa no flop, que é quando a matemática começa a pesar. É a hora de estimar ainda mais as suas chances, pois é nesse momento que as apostas costumam aumentar. Novamente, prossiga por conta e risco. Alguns jogadores talvez desistam. Você pode confiar em si mesmo, desistir... ou blefar. Isso acontece em muitas situações, especialmente quando é uma ocasião que você não pode resolver sozinho.

Segue-se então o turn. A partida se acirra, as apostas normalmente aumentam. Se ninguém desistiu ainda, é provável que o primeiro desista agora. O turn é o funil: se as coisas não ajudaram até agora, a chance de elas o fazerem a partir daqui é pequena. É aquele momento em que você ainda pode contar com a sorte... mas talvez não deva.

A sorte para de agir a seu favor (ou contra você) no river. A hora da verdade está próxima: mas ainda existem algumas decisões a serem tomadas. Poucos jogadores ficam até o river, pois as apostas normalmente estão mais altas do que se vale a pena arriscar sem alguma coisa sólida. Dois, talvez três jogadores estão disputando nesse momento. É a conclusão de qualquer situação ou circunstância: nem todos que participaram seguem até o final... alguns se perdem no caminho.

E isso é o que acontece em qualquer situação da nossa vida. Um momento de apostas leves, seguido de um "double up or quit"... ou você dobra a aposta ou então larga o jogo. Algumas vezes largamos no meio e deixamos naquele caos todo muito mais do que queríamos, mas paciência: decidimos confiar nas nossas chances e depois nos arrependemos.

As regras são simples. As cartas já foram dadas.

Portanto, é bom saber que jogo estamos jogando.

sábado, 17 de setembro de 2011

A Long Road to Nowhere

Devo dizer que me impressionei com o rumo que as coisas tomaram na minha vida.

Ter que lutar contra os seus sonhos é uma batalha dificílima.

Mas o que sobra para você lutar por, quando até mesmo a esperança já foi embora?

Esses são tempos sombrios. Não só para mim; para muitos. Todas as frentes de batalha estão tomadas, e eu vejo que em alguns de nós, o desespero já criou raízes. E uma pergunta sempre ecoa na nossa mente quando estamos na tempestade:

"Como eu posso sair daqui?"

Confesso que, se eu soubesse a resposta dessa pergunta, ninguém ao meu redor estaria assim. Meus amigos e minha família são tudo que eu tenho para resolver os meus problemas, e eu jamais os deixaria em tal situação. Mas eu não sei, e essa falta de conhecimento me corroi. Eu preciso dessa resposta...

Não demonstre medo.
Não demonstre dor.

Aquela respiração profunda que precede as decisões difíceis está se tornando uma coisa cada vez mais comum. Aquela respirada breve, que ocorre quando estamos exaustos, também. Meu corpo dorme, mas minha mente trabalha. Ela me testa em meus sonhos: me coloca em situações dificílimas e me faz tentar sair delas. Eu sinto como se não dormisse há meses, e não é a sensação física. É o esgotamento mental característico das situações nas quais não importa o quanto você procure uma solução, ela simplesmente não pode ser encontrada. Coloque um número suficiente de variáveis em uma equação e ela se torna insolúvel.

Dadas infinitas tentativas, eu eventualmente escaparia do foco da tormenta.
Mas cada tentativa tem consequências, de forma que eu jamais teria direito a sequer "muitas", quanto mais "infinitas".

Porque que tem que ser tão difícil para nós vivermos as nossas vidas?

A vida nos chuta nos dentes e, ainda assim, alguma coisa faz com que voltemos querendo mais...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

You will find a new allegiance, like a beacon in the night...

A noite é sombria, tanto no sentido literal quanto figurado.

Eu talvez esteja enfrentando a batalha mais difícil de minha vida, e o faço em uma noite escura, solitária e fria.

O que faz de nós quem realmente somos? Somos aquilo que grita em nossos corações, um grito agoniado e forte, que nos leva adiante quando nada mais parece estar próximo nessa escuridão cretina? Ou somos a chamada racional de nossas mentes perturbadas, exaustas, incapazes sequer de reagir aos mais simplórios estímulos da lógica?
A verdade, talvez, esteja distante na escuridão, onde luz nenhuma alcança, seja ela da razão ou da emoção. Seria essa verdade adiante, incapaz de ser descoberta, um metamorfo imprevisível ao qual chamamos de destino? A música: é ela composta pela melodia e pelos timbres... ou será ela uma forma quase matemática, a soma dos compassos e dos tempos?

Será a vida uma música? Será ela uma orquestra animada ou um réquiem funesto? A vida tem, tal como a música, seus crescendos e diminuendos, por certo. Mas a música tem um quê a mais, também. O andamento pode dizer muito sobre uma música: sua intenção, seu significado. Será a vida uma triste balada? Ou uma alegre orquestra? A vida faz como a música? Teria ela uma “intro” onde poderíamos perceber o que acontecerá conosco? Ou será que a vida se comporta como um relâmpago, cuja trajetória é imprevisível até que seja vista?

Muitas perguntas. Muitos medos.

E então eu contemplo a mim mesmo, nesse recanto que consegui formar. Me refugio nestas palavras, ao som de uma música que pra mim tem um significado muito intenso. O frio da noite, que assola os menos afortunados, é bloqueado por um cobertor. O computador no meu colo torna-se uma extensão de minha mente, transformando em palavras o que para mim são emoções incompreensíveis. Não consigo lembrar-me do que já escrevi até agora, mas as palavras vem a mim como se precisassem tanto de mim quanto eu preciso delas. Como se implorassem a mim que desse uso a elas, desse-lhes uma razão para existir. O que seria de nós mesmos se nós não fôssemos capazes de escolher uma razão para existirmos? Uma batalha para lutarmos? Se não tivéssemos, em nossas vidas, coisas pelas quais morreríamos?

É nessa melodia de sons e silêncio, que me encontro. O silêncio que seria próprio da noite é cortado pelo ruído de ônibus e carros que passam na rua. Vozes vindas de outros quartos trazem a humanidade de volta ao meu mundo quase selvagem. No entanto, mesmo com a música, há momentos de silêncio: momentos em que eu simplesmente ignoro as vozes, a música, os ruídos vindos da rua. O gosto de cigarro em minha boca lembra-me que minha maior fraqueza são as coisas às quais eu me entrego. Seria isso o discurso clássico do viciado... ou a voz ressoante de um homem em busca de si mesmo?

domingo, 7 de agosto de 2011

Despair-ridden Hearts

Todas as pontes, em chamas!
Enquanto avante e avante andamos
A fumaça sobe alto e mais alto
Em direção ao céu que sempre escurece

Tão rápido tudo girou
E o mundo caiu
E agora é tudo uma ruína caótica...

Misteriosa safira ardente
O anúncio da perdição que se aproxima
Brilhando terrível e violenta (violenta)
É a sempre assombrosa lua

Tão rapidamente tudo rodopiou
E o mundo acabou
Agora é tudo uma ruína caótica

Nós chegamos tão longe
Nós chegamos tão longe
Tão profundamente feridos e marcados
Nossos corações atormentados pelo desespero
Frágeis como somos, frágeis como somos
Firmemente unidos permaneceremos até o mundo acabar

Nós chegamos tão longe
Nós chegamos tão longe
Tão profundamente feridos e marcados
Nossos corações atormentados pelo desespero
Frágeis como somos, frágeis como somos
Firmemente unidos permaneceremos
Firmemente unidos permaneceremos
Firmemente unidos permaneceremos
Até o mundo acabar...

Em homenagem a todos aqueles que eu sei que estarão comigo até o mundo acabar...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

You deny the darkness in your soul...

Eu talvez tenha lutado demais contra mim mesmo, para me manter da forma que eu achava "certa". Evitei os pensamentos sombrios. Talvez tenha fingido de que a forma que eu era antigamente era melhor do que a que eu tinha tomado. Que meu caráter paladínico era o que realmente fazia de mim o que eu era.

Não era isso. E agora eu admito isso.

O que eu vou fazer é deixar aquilo que eu retia como a "escuridão de minha alma" tomar o controle. Eu vou ser as sombras, eu vou ser o medo, a raiva, o ódio. Eu vou ser a pessoa que eu fui, gostei de ser e depois me arrependi.

" 'I am not a thing of hate. I am a thing of love. I love you all so much. I covet your flesh, your breath, your passion. I crawled into this vessel because I love it so. Be not afraid. I am not your enemy - I am the best friend you never knew you had.'

Por Emily Kin, chamando a si mesma de 'Higurazel'."

-Extraído do livro Inferno, da White Wolf

Então é isso. Aceito a mim mesmo, daqui por diante, não como o anjo, o guerreiro... não como o Orgulho. De agora em diante, declaro-me como parte do Ministério dos Espantalhos (The Scarecrow Ministry).

Agora, sou o Senhor das Sombras. E que venham as tempestades.

I am back as the devil you all knew.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

You can't deny your fate... deny your fate...

Destino.

Essa palavra, na minha opinião, é uma das que eu mais tenho dificuldade em definir se acredito ou não. Se as coisas são predestinadas, seja pelo determinismo científico ou pelo destino "sobrenatural" em que muitos acreditam. Para mim, a maior dificuldade em entender o destino é que é impossível colocá-lo à prova.

E, no entanto, algumas vezes é tão confortável acreditar que as coisas estão predestinadas a ser como são. Que cada coisa que acontece era a única possibilidade...

Alivia tanto a culpa.

Culpa.

Das emoções que eu conheço, a culpa é uma das mais responsáveis por eu ser quem eu sou. Não só sentí-la, como também evitá-la, fez com que eu desenvolvesse meu caráter de uma forma que é incompreendida para algumas pessoas. É uma emoção que eu não gosto de sentir, mas me conforto por sentí-la: quando se sente culpa, é por um erro que admitimos. E admitir um erro já é grande parte de entendê-lo ou de justificá-lo. No entanto, ainda assim, a culpa não vem só quando cometemos erros: vem toda a vez que fazemos algo que não temos certeza se valia a pena ter sido feito, e que resulta em sofrimento alheio.

Certeza.

Seria tão bom se, além de muita culpa, eu também pudesse ter um pouco de certeza...

domingo, 31 de julho de 2011

Set the course, for a new shore...

Eu já escrevi uma vez que meu mundo é assolado por fantasmas.

E eu vejo sombras cada vez mais intensas se aproximando.

"No, don't, no, don't sink the boat that you built to keep a float".

Eu meio que me sinto como o capitão de um navio que afunda. Botes salva-vidas para todos aqueles que lhe são próximos. Tire eles daí: o barco é seu e é só você que vai afundar com ele. Contemplo a tempestade responsável por tal naufrágio e vejo uma fúria quase consciente. Como se aquilo fosse uma retribuição. Não discuto; apenas aceito.

E então começa. As velas encharcadas estão incapazes de levá-lo adiante. As ondas começam a encher o convés de água, e a cada vez que o navio balança, ele chega mais perto de afundar. O leme já não mais me obedece, mas sim ao rugido sombrio dos ventos. E os mastros, ah, os mastros envergam e partem-se perante a ira implacável do vento. Não importa se você é ou não um bom navegador: perante uma tempestade intensa o suficiente, todos somos crianças quando se trata de navegar.

E o momento derradeiro se aproxima, quando você simplesmente abandona a esperança e aguarda até que a água cubra-lhe o rosto e o afogue. Você afunda no mar...

Você afunda no mar da existência.

E agora... você vai nadar para onde?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

The Tree of Knowledge

Cá estou eu, para o que eu acredito que será a primeira Visão em Cinza Escuro decente desse ano.

Durante a maior parte da minha vida, eu considerei minhas relações com as pessoas, tanto amizade quanto namoro, como se fossem um jarro de cerâmica: valioso e resistente, mas uma vez quebrado, nunca pode ser reconstruído com a mesma resistência. De fato, essa visão faz sentido.

E está errada.

Errada porque jarros de cerâmica sempre serão jarros de cerâmica. Não aumentam significativamente e nem diminuem significativamente (eles dilatam e contraem com a temperatura, mas isso não é significativo). Um jarro de cerâmica, deixado a esmo, tem durabilidade indefinida.

Relações são bem diferentes.

Primeiro de tudo, porque elas mudam. Elas crescem e minguam. Elas podem ser nutridas ou privadas de nutrientes. Relações são muito mais parecidas com uma árvore do que com um jarro. No início, são frágeis, enquanto jarros mantém sempre a mesma durabilidade. Conforme crescem, vão se tornando cada vez mais fortes. Um golpe no início do crescimento destroi uma arvoreta, também.

Então qual a diferença?

A diferença, e eu demorei talvez tempo demais para perceber isso, é que árvores respondem ao dano de uma forma diferente dos jarros. Um jarro ao ser danificado, trinca ou quebra. E está feito: quebrado ou trincado para sempre, foda-se. Não gostou, compra outro jarro.

Uma árvore, porém, PRECISA sofrer danos para crescer viçosa. Lógico que uma centena de machadadas cortam uma árvore, mas quebrar alguns galhos de vez em quando não é algo que vá destruí-la para sempre. Relações entre pessoas PRECISAM de impactos: o excesso de estabilidade leva à ruína, torna as coisas tediosas. Essa parte eu já sabia, mas me faltou o esclarecimento necessário para notar que o dano nem sempre é apenas nocivo. Uma árvore que cresça completamente desprovida de inimigos naturais vai ser devorada na primeira nuvem de gafanhotos. O milharal nunca perturbado será destruído na primeira tempestade de corvos.

Eu falhei em enxergar que, para enfrentar a dor, você precisa sentí-la ao invés de evitá-la.
Eu confundi uma árvore com um jarro, e isso faz eu me sentir muito idiota.

Mas eu também, inadvertidamente, golpeei a árvore. E agora é só esperar para ver se ela vai crescer viçosa ou não.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Deep in the dark...

Trilhar o caminho que se acha adequado é uma das decisões mais difíceis de se tomar... e de se manter.

Tudo que é fundamentado em escolhas e ideais é tênue e efêmero, ainda que escolhas e ideais não sejam necessariamente tênues ou efêmeros. Seguir sua vida de acordo com seus princípios torna-se mais difícil conforme a sua rigidez consigo mesmo aumenta.

E então, eu decidi caminhar. Eu preciso disso. Por muito tempo, eu me limitei a dividir o que eu sou em inúmeras partes tidas como "úteis", "inúteis", "boas" e "más". Mas encontrar em si mesmo as respostas que você precisa exige abraçar seus demônios internos, trazê-los para próximo de você. Liberar seus instintos, reter seus pensamentos, segurar com rédeas curtas sua mente e seus sentimentos. Encontrar dentro de você a resposta para as suas perguntas envolve ser tudo que você é, sem limitar.

E isso é algo que só é passível de fazer quando se está sozinho.

E então você afunda nas sombras. Mergulha nas chamas de seu próprio inferno. Você precisa da escuridão, você precisa de seus demônios. Você afunda, segura-os pelas mãos.

E o que sai é completamente diferente do que entra.

"Take your time, live in sin...
... choose your allibis!
Work all day, die in pain
You're a sacrifice!

They're gonna send you down to hell
And put your body on a shelf!

This is the island of damnation
Where ALL YOUR DREAMS ARE GONNA FALL
Your mind is screaming for salvation
YOUR HEART IS TORN APART AND THROWN...
... INTO THE FIRE BELOW!"

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Deixai, ó vós que entrais, toda a ESPERANÇA

Quando não se tem escolha, se toma o que se tem.

Como eu já disse, a vida pra mim é uma via de mão única. Eu lutei contra, eu neguei isso: minhas crenças foram ofuscadas porque eu não queria acreditar nelas. Não dessa vez. Nunca dessa vez.

E quando você vai contra o que você acredita, você quebra.

Não importa o quanto se lute. Quando algo que você acredita com todas as suas forças vira um obstáculo, a batalha está perdida. Você pode lutar contra os seus sentimentos, contra a razão, contra outras pessoas.

Mas uma batalha contra si mesmo é SEMPRE uma batalha perdida.

É nesses momentos, de extrema confusão, que você muda. É quando o que você deseja do fundo de seu cerne simplesmente não condiz mais com a realidade, que você entra em paradoxo. E paradoxos não são coisas legais, porque você torna-se obrigado a optar por uma coisa ou outra. Nesses momentos desesperados é que você se agarra naquilo que pode torná-lo parecido com o que você quer ser.

Chega de metáforas confusas.

Por muito tempo, eu lutei. Contra mim, contra os outros, contra quem viesse. Perdi, ganhei, empatei, estraçalhei, fui humilhado. Minha paz acabou há tempos, mas eu insisti em fingir que ainda a tinha. Fingi que aquilo que eu mais renego, a esperança, ainda existia.

Pois bem, eu estava errado.

Li naquela porta "Deixai toda a esperança, vós que entrais."

E com uma respiração profunda e uma piscadela de remorso, cruzei-a.

Minha esperança, o resquício que existia, ficou para trás.

Daqui para frente, eu só quero a realidade.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Interlude III: Twelve Tolls to Midnight

Sempre no fim do ano bate aquela nostalgia.

Não sei se com vocês é assim também, mas sempre que o ano chega ao fim, eu faço uma retrospectiva e vejo o que aconteceu de bom e de ruim. Na maioria das vezes, eu noto que estive feliz durante o ano inteiro, mas que o saldo de coisas negativas foi maior. E então nasce aquela coisa de "que o ano que vem seja melhor".

Mas, sinceramente, eu nunca realmente acho que vá ser.

Porque trocar de ano não significa nada além de acordar de um dia MUITO longo. Em pouco tempo, a rotina volta. Faculdade, estágio, fins de semana com os amigos: esses são meus anos, sempre. As coisas, no fim das contas, tem a tendência de se manterem iguais. Podem mudar as pessoas, mudar os fatos, mas a verdade é que sempre parece que as coisas não foram tão boas como poderiam ter sido.

E isso pra mim é bobagem.

Diabos, a gente erra, e vai errar pra sempre. Ninguém vai passar um ano inteiro tomando decisões corretas. Aliás, é difícil passar UM DIA sem fazer uma besteira. Lógico que as coisas nunca vão ser tão boas quanto poderiam ter sido. Não tem como.

Esse ano, pra mim, foi complicado. Sei que outras pessoas também acharam isso. Não foi meu melhor ano, talvez figurando entre um dos mais difíceis. Cheguei ao fim dele exausto, querendo descansar e sem aguentar mais o que acontecia. As coisas não se ajeitaram, mas eu me acostumei ao peso.

Foi um ano onde eu aprendi muita coisa sobre eu mesmo... e sobre como eu, às vezes, preciso seguir minha vida contando somente comigo mesmo.

Aos que acham que muda alguma coisa, desejo um Feliz Ano Novo.
Aos que, como eu, não dão a mínima... até a próxima postagem.

sábado, 4 de dezembro de 2010

The Blackest of My Hearts, the Sweetest of My Words

Tempos que eu não vinha aqui, segurando um demônio novo pelo pescoço e jogando ele junto ao resto da sua espécie.

E então, eu finalmente estou aqui de novo. Confuso, exausto, perdido. Não sozinho - nunca sozinho - mas solitário, sempre. Tenho bons amigos que, felizmente, estão sempre dispostos a me ajudar, mas nem sempre eles podem ou conseguem. Existem coisas que ocorrem dentro da minha cabeça e que só eu posso entrar e resolver. E é isso que eu acho que tenho que fazer.

Eu sinto falta da paz. A paz que eu sentia às vezes quando me deitava e não precisava pensar no dia seguinte e nos seguintes a ele. A sensação de "não ter no que pensar": despreocupação. Todo dia é um caos novo, diferente e imprevisível: eu sou aceito em um estágio, mas no mesmo dia perco meu cartão de ônibus e trinta reais. Eu me ferro numa prova e, na mesma semana, eu me ferro em outra. Eu tenho uma noite completamente de merda até as 4 da manhã que, de repente, se transforma numa noite ótima e numa manhã ótima. Caos. Aleatoriedade.

Exaustão é aquela coisa de cada dia ser inaguentável. Detesto isso, até porque não acredito em eternidade, o que significa que cada dia perdido é um dia perdido. Frase fantástica, essa, mas a verdade é que deixar as coisas passarem é horrível quando você não sabe quanto tempo você tem. Eu sou intenso tanto no calor quanto na frieza, e isso torna as coisas difíceis. Minhas emoções são um estímulo secundário: quem coordena as coisas, nesse reino, é a Razão, e ela toma muito tempo até se decidir.

Estar perdido, na realidade, é consequência de estar confuso e estar sem saco pra aguentar as coisas que eu tenho que aguentar. É acordar e pensar "Porque diabos eu tô acordando a essa hora?". Sair de casa e pensar "o que vai mudar na minha vida?". Estar preocupado com a faculdade, mas não conseguir estudar porque falta paciência pra essa porra. É ir fazer a prova de botânica III e sair de lá de dentro com vontade de quebrar o recorde mundial de engolimento de ouriços gigantes da Nova Zelândia. É saber o que eu quero, mas não saber porque. É saber porque, mas não achar suficiente. É não achar suficiente, mas não ter escolha.

É deixar que as coisas sejam decididas pelo "mais sombrio de meus corações": a Razão. É como eu sempre fiz, é como eu sei fazer as coisas.

É guardar para mim mesmo "a mais doce de minhas palavras" porque simplesmente não consigo mais dizê-la.

Sinto-me um anjo caído. Saí da frigideira e pulei no fogo. Tive que pegar cada pedaço do que sobrou do meu momento derradeiro no Paraíso e então ver o que eu podia fazer com isso...

... e agora eu achei minha resposta.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Oh Brave Old World...

Há três anos e meio atrás, aconteceu algo que, DEFINITIVAMENTE, mudou a forma como eu iria ser.

Eu já tinha, como hábito, escrever, mas ainda não tinha motivos para isso. Nunca pensei que pudesse mudar alguma coisa, na realidade, mas tão logo comecei a pensar no assunto, decidi que talvez fosse legal espairecer um pouco sobre as coisas que me incomodassem.

E então eu vi um de meus melhores amigos, dono de "um certo blog Brave New World". Gostei da atmosfera a da ideia, e humildemente me ofereci para postar junto. Fui aceito.

E aí as coisas REALMENTE mudaram.

O bom e velho Brave New World foi uma das coisas mais decisivas que já me aconteceram. Me ensinou a refletir, a me preparar para tudo (mas esperar o pior)... foi lá que eu finalmente consegui ENXERGAR meus sentimentos, OUVIR os gritos de minha alma, LER as palavras que minha mente queria que fossem ditas. Foi lá que eu aprendi a fazer o que faço aqui, e foi lá que eu deixei marcas que talvez nunca deixarei neste meu humilde novo inferno. Talvez não seja possível acreditar como um blog pode mudar tanto a vida de alguém, mas se as pessoas conseguem acreditar que a vida delas muda quando elas pedem coisas para alguém cuja existência é incerta e não sabida, é provável que uma página na internet na qual você escreve e diz o que sente seja plenamente capaz de fazer o mesmo...

Mais que isso: eu nunca estava realmente sozinho no Brave New World. Meu Dark Harlequin's Tales certamente nunca me deixou na mão, mas no Brave sempre existia uma sombra ao meu lado. Talvez nem sempre presente da mesma forma ou na mesma intensidade, mas ela era constante. As postagens duplas, o "portão de entrada" e a postagem de encerramento: coisas que aconteceram lá, dentre as sombras daquele mundo bastardo. Meus poemas, minhas lamúrias, meus exorcismos. Meu antigo nome, "The Forsaken". Coisas que pertencem ao passado, mas estão presas para que não fujam. Meu (não somente meu, mas também meu) zoológico de horrores, circo de aberrações.

Meu (não somente, mas também) Admirável Velho-Novo Mundo.

De alguém que muda de endereço, mas nunca esquece de onde veio,
The Forsaken Dark Harlequin.

sábado, 6 de novembro de 2010

... But my words mean nothing...

No fim das contas, meu blog acabou virando um livro de contos. Mas não é isso o que eu queria, desde o início.

Mas eu acredito que, como todas as pessoas, eu funciono em fases. Uma fase de poesia (coisa que eu dificilmente consigo fazer agora), uma fase de textos... e agora uma de contos. Contos do meu jeito: sombrios, sangrentos, obscuros. É a minha forma de escrever agora e espero que ela dure o suficiente para eu não me desapontar.

Eu fico pensando, às vezes, nas situações pelas quais eu venho passando e no que eu venho sentindo. Os mesmos "bons e velhos" sentimentos: dor, culpa, arrependimento, alívio. Meus 4 Cavaleiros do Apocalipse. Um quebra, o outro esmaga, o terceiro pulveriza e o último mistura a poeira na água e evapora. E o que sobra dessa porra toda: eu.

Um pequeno interlúdio entre a Leaves' Symphony e a próxima série de postagens. Uma pequena postagem de alguém que adoraria conseguir escrever um texto como os meus anteriores.

Segundo um personagem do Retrato (cujo nome eu não lembro porque faz uns 5 anos que eu li aquela bagaça), existe uma obra-prima na vida de cada artista e, a partir daí, ele só piora. Infelizmente, acho que minha obra-prima já foi escrita. E isso me entristece, porque eu gosto do que eu escrevo (até porque, se eu não gostasse, eu não publicaria para todos verem... qualquer coisa minha que não passe pela minha aprovação não é digno de ser lido).

É isso... uma confissão sincera de uma pessoa exausta.

domingo, 24 de outubro de 2010

...I sense it's the Great Pandemonium!

Sentir as marés mudando, como um navegador que se vê pegando os ventos errados.

A sensação de "eu não sei o que fazer".

Diabos, se eu pudesse ter um momento de sossego.

Mas eu nunca pude contar com isso. Nunca pude contar com um momento de tranquilidade em meus tempos de tormenta. A verdade é que não existe "calmaria antes da tempestade". Antes da tempestade vem a chuva, e ela vai crescendo. Rápido ou devagar; não interessa. Nunca se está preparado o suficiente.

A dúvida consome. Quanto mais ela dura, pior é o resultado. É como se fosse um monstro, que surge do nada e sem ninguém ver e então começa a se alimentar de tudo que vê pela frente. Antes que eu me desse conta, um quarto da situação já estava um caos: o efeito cascata se certificou de derrubar dois outros quartos da situação. Como o poço sem fundo faz jus ao nome, ao invés de as coisas piorarem e me darem a chance de resolver a dúvida, elas MELHORARAM. Não o suficiente pra resolver; só o suficiente pra aumentar a dúvida. Dê uma chance, uma somente, para a entropia aumentar e, antes que se note, as coisas ao seu redor viraram uma pilha de entulho.

Diabos, eu não consigo ver daonde está vindo, sequer o que é.

Mas parece ser um grande, maldito e intenso pandemônio.