Mostrando postagens com marcador Words Before The End. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Words Before The End. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de maio de 2011

And the Story Ends!!!

Ao longo da existência do meu blog, eu postei inúmeras histórias (ok, foram por volta de 50) sobre meu personagem icônico, o Orgulho. Eu sou uma pessoa que faz faculdade, estágio e outras coisas. Se nem a Marvel, uma equipe de pessoas que vive disso, consegue fazer histórias decentes a vida inteira, minhas chances de sucesso não são muito grandes. Então, tomei uma decisão.

Vou escrever uma última, épica e derradeira história sobre meu bom e velho personagem.

Essa história vai se passar algum tempo depois da anterior. E ela vai ser... um tanto quanto pretensiosa.

Get ready!

It's going to be legen - wait for it...


...DARY!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Misled

Minha cabeça colidiu com o chão conforme o pulso que me segurava pelo pescoço atirou-me para longe.

Parecia o fim. Eu, Orgulho, atirado no chão, derrubado e sem forças. E então o Senhor das Sombras ajoelhou-se sobre o meu corpo. Colocou a mão sobre meu peito e então olhou-me nos olhos:

-Orgulho... você perdeu.

E então enterrou a mão em minhas "vísceras". Senti que estava tirando uma parte de mim, uma parte que eu com certeza não queria que fosse tirada. Me debati, mas eu estava fraco demais. Nada que eu pudesse fazer.

-Pronto. Agora... você não é nada.-disse ele.

Fechei meus olhos. Tentei sentir alguma coisa, qualquer coisa... eu não conseguia. E então, instantaneamente, passei a sentir o meu próprio orgulho me inundar.

Comecei a me levantar. O Senhor das Sombras sequer tentou me derrubar de novo. Apenas riu da minha patética tentativa de enfrentá-lo.

-Você está sendo patético, Orgulho.

-Não.-disse eu.- Eu estou sendo eu mesmo.

Naquele momento, ele notou que algo estava errado. Ele segurava a minha maior arma em sua mão, mas eu ainda assim estava forte. E meu poder só crescia. A cada instante.

-Você me tirou aquilo que eu mais valorizei, Senhor das Sombras. Mas ao tirar isso de mim, deixaste-me sem nada. E se eu nada tenho, nada vou perder. Eu finalmente estou solitário de novo... e sou eu mesmo. Qualquer outra criatura sem Razão estaria aos prantos, mas a própria Loucura deu a mim o poder de enfrentar esse obstáculo. É bom você se preparar, Senhor das Sombras.

-Você me destruiu e cá estou eu...-falei, atirando-o longe com um soco.

-... e agora é minha vez.-continuei, depois de arrancar seu braço.

-E eu ainda nem comecei.

domingo, 8 de maio de 2011

Prólogo

No meio das sombras, abri meus olhos.

Eu conheço tudo isso. Toda a escuridão, toda a sombra. Talvez até mesmo todo o medo que um humano sentiria ao contemplar isso tudo. Quanto a isso, talvez eu nunca venha a saber. Humano eu nunca fui, e certamente nunca serei.

Era uma terra desolada, desprovida de vida e com pedaços de construções antigas aqui e ali. Era vasta. Parecia que tudo tinha sido destruído por alguma tempestade, algum desastre climático de proporções épicas. Era um mundo alternativo, completamente devastado. Bem diferente de como era na última vez que pisei nestas terras.

Uma ave cruzou os céus e então mergulhou em minha direção. Eu não me mexi, sequer, pois eu sabia o que, ou quem, era aquela ave. Apenas esperei que ela assumisse sua forma real. Sua forma era um manto que flutuava, completamente vazio por dentro.

-Tempos que eu não o via por estas terras.-disse o manto.

-Eu não costumo vir aqui... mas nunca pensei que pudesse estar tão destruída.-respondi.

O manto riu.

-Você abandonou esse local nas mãos de uma besta sem dó. Gigante como um planeta, ela devastou seus palácios e suas construções. Aqueles que aqui viviam, foram engolidos. Foi assim que você perdeu.

-Consigo entender suas palavras, criatura, mas ainda não acho que tenha perdido. Ainda tenho meu poder.

-Seu poder nada vale aqui.

-Não valeria... se não fosse a dádiva de Loucura. Meus olhos agora vêem além do que é possível para uma mente normal, e minha própria consciência mantém-se poderosa mesmo neste lugar desolado.

O manto ficou quieto por alguns segundos e então respondeu.

-Você está condenado, Orgulho. Nunca sairá daqui.

Encarei o que seria a cabeça do manto.

-Então espere, Consciência. Você me perderá de vista antes mesmo de perceber.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Behind the Wall of Sleep

A existência de um Eterno é uma guerra contínua dentro dele. Ainda mais quando se tem outros Eternos convivendo em um mesmo. É uma luta constante pelo domínio da personificação. Você luta com os outros para se manter vivo e consigo mesmo para se manter no controle de seu próprio corpo. Essa é a sina de um Eterno.

E, um dia, todos os Eternos estão fadados a perder.

Foi a força das circunstâncias que fez com que o Senhor das Sombras, latente há tanto tempo, tomasse o controle do corpo onde existia. Orgulho descuidou-se: um erro que nenhum Eterno deveria cometer. Sua consciência foi subjugada por aquele que ele próprio um dia subjugou, e então ele ficou trancado dentro de si mesmo. E existe um mundo dentro de um Eterno.

E para retomar o controle, ele precisava de coisas que estavam trancadas dentro dele mesmo.

Tão logo os olhos de Orgulho se fecharam para o mundo, enquanto os de Senhor das Sombras se abriam, os olhos de Orgulho abriram-se para ele mesmo.

O que diabos tinha acontecido com ele para as coisas dentro dele estarem tão...

... diferentes?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Wherever I may roam...

Não estava onde alguém pudesse encontrá-lo.

Não estava em nenhum lugar imaginável.

Somente quando um lapso de descontrole trouxe à tona todas as suas fraquezas, foi que se descobriu o que havia acontecido. Algo mudou, radicalmente, e ninguém tinha a menor noção disso. Alguém sumiu, mas não foi notado; alguém desapareceu, mas não aos olhos que sempre o viam. Não se sabe porque, ou como; se foi intencional ou não. O que se sabe é que, no fundo, algo aconteceu. Alguém sumiu e alguém mudou.

O Orgulho sumiu.

E, agora, é preciso encontrá-lo.