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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Don Colecionáveis

Um assunto off-topic, mas que pode ser de grande interesse a todos os possíveis leitores desse blog.

Nesta mesma cidade (que, se é que existe alguém que não sabe, é Porto Alegre) surgiu, há alguns meses, uma loja especializada em artigos colecionáveis da cultura pop/geek. Essa loja, chamada Don Colecionáveis, apresenta uma temática relacionada a filmes e artigos de cultura geek em geral, comercializando algumas peças que não são facilmente encontradas e fazendo isso a preços bastante acessíveis. Eu, como um geek de carteirinha, resolvi colaborar com o que posso.

Então, para os interessados, o site encontra-se abaixo:


Gostaria que todos os meus (três... SIM, AGORA SÃO TRÊS \o/) leitores acessassem a página e, se possível, visitassem a loja física. O link também se encontra na seção Planos Exteriores, mas minha infinita incompetência impediu-me de colocá-lo destacado com seu logotipo. Sinto muito por isso, mas acho a tentativa válida de qualquer forma.

Grato,

The Dark Harlequin.

domingo, 7 de agosto de 2011

"Sabe, a grande diferença entre viver e estar vivo, é que quando você vive, você faz as coisas que acha que deve e lamenta as que quis fazer e não pode. Quando você está simplesmente 'continuando vivo', você faz tudo pensando no que virá depois e não aproveita o momento fantástico chamado 'presente'."

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Unleash the beasts!!!

Vocês me expulsaram de meu refúgio e incendiaram a única coisa que eu apreciava. E então me perseguiram e tentaram fazer eu me esconder como um rato, com medo.

Mas eu não o fiz.

E então vocês me capturaram e me mantiveram em uma cela por tempo indeterminado, mantendo-me preso aos meu pensamentos. Dor, angústia, saudade. Vocês tentaram fazer eu enlouquecer.

Mas eu não o fiz.

Eu esperei, pacientemente. Deixei vocês sonharem com o mundo perfeito, com a vida que queriam. Deixei que vocês me torturassem e me contassem como vocês estavam certos e eu não. Vocês queriam que eu abandonasse minhas esperanças.

E eu o fiz, com muito prazer.

E enquanto isso, eu esperei. Eu sabia que, um dia, vocês iriam notar que estavam errados. Que vocês não conseguem nada sozinhos. EU sou essencial a vocês, e agora eu vou voltar e mostrar para vocês o que eu preparei enquanto estive enjaulado.

Eu sou o Instinto.

E vocês, pobres sentimentos, estão com os dias contados.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Guia Prático de Foda-se Parte II

Bom... long time depois do primeiro, decidi fazer a parte II. Então aí vem mais frases que você provavelmente nunca parou para pensar, mas alguém parou e elas fazem todo o sentido do mundo.

"A vida é uma droga. E você ainda reencarna."

"A pessoa que proferiu a asneira 'se fosse fácil, não tinha graça' nunca passou por uma situação difícil."

"Oferecer uma nova opção a um indeciso tornará ele ainda mais indeciso. Retirar todas as opções exceto uma o fará desistir de tudo."

"Se você é capaz de distinguir os bons conselhos dos ruins, você não precisa ser aconselhado."

"O amor não é cego. Ele é retardado."

"Soluções são criadas a partir de problemas. Problemas não tem uma origem definida."

"Qualquer solução pode virar um problema, mas a recíproca não é verdadeira."

"Problemas que se resolvem sozinhos costumam voltar sem essa tendência."

"Assim que tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução óbvia e simples, claramente visível para qualquer outro idiota."

"Nenhuma bola acerta um vaso que você odeia."

"Errar é humano. Perdoar... não faz parte da política da empresa."

"Todo problema, por mais simples que seja, pode ser tornado completamente insolúvel se for realizado o número adequado de reuniões para discutí-lo."

"Mulheres são como empréstimo bancário: na hora do aperto, é uma maravilha. Mas ninguém nunca se lembra dos juros." (Créditos a Lucas "Raychenko")

Quem gostar, espere até o III!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Paus

A confusão crescia em sua cabeça. O que ele queria já não era mais o que poderia ter, e o que poderia ter já não fazia mais nenhum sentido para ele. JoH sabia o que queria; ele, não.

Apenas sabia que nada tinha a oferecer ou a adicionar a ninguém. Estava esgotado, exausto, e iria sugar a vitalidade de qualquer pessoa que se oferecesse para ajudá-lo. Seu destino distorcido espiralava ao seu redor, e sua vida inteira parecia destinada à desordem. Mas aquele era SEU território: iria ganhar a batalha quando lutasse em sua própria arena.

Um Rei de Paus caiu de dentro do bolso da calça. Contemplou-o durante um tempo e enfrentou a realidade de sua situação: estava em terreno desconhecido. Era um estranho em uma terra estranha, um peregrino no deserto. Sua vida era um caos, puro caos. Somente o jogo e a bebida lhe traziam algum fiapo de recompensa: todo o resto era um vórtice que arrancava tudo de dentro dele. Um Buraco Negro de emoções que a tudo absorvia e desintegrava.

Estava sozinho.

Ele, JoH... e aquele Rei de Paus.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ouros

Voltou para casa sozinho, mas de consciência descarregada. JoH tirou a jaqueta e então mergulhou novamente na depressão. Acendeu um cigarro. Contemplou pela janela as paredes sujas e pichadas, o chão esburacado, a noite coberta de nuvens e o barulho tão tranquilizante de automóveis acelerando em sua cidade. Tudo menos o silêncio.

A degradação do ambiente ao seu redor refletia nele e em sua casa. Seus olhos já estavam envoltos pelas olheiras. Era questão de tempo até seus hábitos detestáveis destruírem seu corpo sadio, mas ele não se importava. Afinal de contas, não há benefícios em uma vida longa para alguém como ele: até quando ele conseguiria dividir o corpo com JoH?

Mas não era essa a questão. A questão era: o que ele queria reconquistar. Tudo envolvia um violento jogo de poker consigo mesmo: blefar e "go all in" ou então jogar cautelosamente. Era questão de tempo. Tudo questão de tempo.

Auto-estima, orgulho, respeito, coragem, ousadia. Tudo isso estava em jogo.

E era JoH quem dava as cartas, agora.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Espadas

O chão do quarto estava coalhado de garrafas vazias, uma tentativa inútil de fazer com que as vozes parassem de assombrá-lo.

Lentamente, pegou uma garrafa do chão. Estava completamente sóbrio e sabia disso, ainda que desaprovasse a ideia. Urrou e então arremessou-a contra a parede. As vozes continuaram. Sussurros, gritos. Sua cabeça projetava tudo que pudesse deixá-lo triste. Mas ele deixou sua raiva aflorar. Urrou mais algumas vezes, como um animal ferido. Desferiu socos e pontapés contra as paredes. Jogou outras garrafas. Tentou fazer com que as paredes fossem as culpadas e então descarregou sua ira nelas. Mas todas as tentativas eram vãs quando o objetivo era livrar-se de tudo aquilo.

Levantou-se e então caminhou em direção à porta. Pegou sua jaqueta no caminho e vestiu-a.

As vozes cessaram

Era ela o gatilho de suas personalidades múltiplas, e ele sabia disso. O eu magoado e rancoroso dava lugar ao auto-controle, à mente clara e funcional de sua segunda personalidade, que se autoproclamava JoH.

Era hora de as coisas voltarem a ser como eram antes.
Ele ansiava por isso, precisava disso.

E, finalmente, ele tinha conseguido.